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A percepção da morte quase que me mata por si só. A noção de fim corrói-me até ao mais íntimo de mim. talvez por adorar viver e por sentir que isto de viver todos os dias vale muito a pena. É uma pena acabar um dia. Este medo que me assalta em noites que não se anunciam deixa-me intrigado. Apresenta-se pela calada, trai-me a calma e afasta-me do sono. É um medo egoísta. Muitos têm medo de ver morrer quem amam. Mais medo até que a própria morte. Eu tenho mais medo de morrer que ver morrer, com uma única excepção, que é alguém muito acima de qualquer medo ou sentimento humano. E vou seguindo neste terror inconstante. Eu Tenho medo de morrer. A noção de fim dá cabo de mim. É aqui que invejo verdadeiramente quem têm fé num deus qualquer. Esta coisa de saber que, num dia, num momento, deixarei de ser eu, deixarei de pensar, de sentir, de viver é um tormento. Não sei lidar com esta falha arrogante que o ser humano tem. O aperto começa com o pensamento a desviar-se um segundo a pen...

The Cinematic Life

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There is a house built out of stone Wooden floors, walls and window sills Tables and chairs worn by all of the dust This is a place where I don't feel alone This is a place where I feel at home 'Cause, I built a home For you For me Until it disappeared From me From you And now, it's time to leave and turn to dust Out in the garden where we planted the seeds There is a tree as old as me Branches were sewn by the color of green Ground had arose and passed it's knees By the cracks of the skin I climbed to the top I climbed the tree to see the world When the gusts came around to blow me down I held on as tightly as you held onto me I held on as tightly as you held onto me And, I built a home For you For me Until it disappeared From me From you And now, it's time to leave and turn to dust

The Power of Words

As palavras não são como as crenças, em que cada um acredita na sua. As palavras são, todas elas, tempo, fardo e consciência. Nunca tinha visto nada que me mostrasse aquilo que sou com as palavras e que justificasse tanto aquilo em que acredito. As palavras têm um peso que não é medível mas que nunca poderá ser retirado. São a ciência do significado. É sobre este rasgo de força e poder que sou inflexivel. As palavras têm e terão sempre o mesmo peso, sejam ditas a quente, a frio ou escritas no morno caminho do comboio. Eu sou um absoluto crente no significado e na substância que as palavras me trazem e que levo aos outros. Não se anulam palavras nem se substraiem frases inconseguidas. Tenho guerras com palavras por defender que todas têm o mesmo valor. Todas pesam o mesmo. Assim, o meu racionicio de que nenhuma palavra se anula a outra ganha dimensões que o quotidiano não compreende. A minha verdade é esta: As palavras não se sobrepõem porque todas têm o mesmo peso...

Those good old days

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«I wish somebody would have told me that That some day, these will be the good old days All the love you won't forget And all these reckless nights you won't regret 'Cause someday soon, your whole life's gonna change You'll miss the magic of the good old days» «You don't know what you've got Till it goes, till it's gone» Do Paço

O Branco e o Tempo

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A folha em branco numa escrita só minha. Quem me chama são as palavras com as frases que nunca mais saíram. Nunca mais. Nem aqui, nem em pedaço nenhum de qualquer coisa passível de ser escrita. Tenho mil frases feitas e esquecidas. Nenhuma ficou comigo. Todas voaram, escaparam, fugiram... O tempo aqui corre de maneira diferente. O tempo em silêncio. O tempo em silêncio é luto. É o luto de ainda me conseguir sentir aqui, nas letras que escrevi. É o luto de parecer tão longínquo que sinto que este meu lado nunca foi meu, que nunca fui eu aqui. O tempo aqui corre de maneira diferente. O tempo é luto. Sê-lo-á a vida toda.

Em mim. Em ti. Em nós.

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Vejo.

«Não sei o que vês em mim». Ela desabafou. Eu não respondi. Vejo Luzes , intensas. Para me ajudares a crescer. Vejo Limites , dos bons. Para eu não me perder. Vejo um caminho , nas minhas ruas sem saída. Vejo-me a encontrar-te, sempre que estiveres perdida. Vejo perder-me em gargalhadas, com o teu sentido de humor . Vejo o teu sorriso tonto , quando te levo uma flor. Vejo o teu grito indiano em dia de aniversário. Vejo-te a ajustar o meu vestuário. Vejo Rui Veloso, ao som de " Cavaleiro Andante ". Vejo silêncios perfeitos e  Cumplicidade  constante. Vejo um Horácio na cama, e uma série no sofá. Vejo o frio na barriga que o teu beijo me dá. Vejo  garra  e  entrega na discussão que não dói. Vejo  Ciúme , sim. Que não mata mas mói. Vejo  Segurança, Calma  e  Maturidade . Ao nível do  juízo , tens o dobro da minha idade! ...