Corro para a frente, A saber do que fujo. Quero voltar a ser eu, Deixar de ser um ser sujo. Chegado ao destino, Atiro-me da Janela. Procuro voltar a ver-me, No que vejo depois dela. No salto, as palavras voam-me da boca. Gritam ao vento que a minha alma está oca. Os gritos que dou são de punho cerrado, Mostram-me triste... Mas não acabado. Eu quero saber como te matar em mim. Quero saber viver sem pensar em ti. Não quero mais de ti. Não me quero mais triste. A fraqueza que agora lês, Já foi a Força que viste. Vou desenhar-te numa pedra E atar-lhe o nosso amor. Quero livrar-me de ti E deixar de sentir seja o que for. Quero quase matar-me Ou perder a memória. Quero acordar de manhã E não saber a nossa história. E quero olhar para trás, sem que me sopres ao ouvido. Quero olhar p'ra frente, como se não tivesses existido. Quero matar-te em mim, mas não sei como fazê-lo És quadro de Maluda... Janela pintada a cada toque singelo. Tiago do Paço, ...